terça-feira, 22 de novembro de 2011



Acontece com todo mundo... Cedo ou tarde, por bem ou por mal, brandas ou devastadoras, elas vêm. Às vezes basta uma música, aquela melodia que gosto tanto (in)conveniente no ar, um gesto inofensivo ou o calendário anunciando atenção, que nossa mente viaja no tempo, acolhe o pretérito e é tomada sem dó pelo mar de lembranças... Não há como prever nem prevenir. Um cheiro, uma palavra, uma lembrança desavisada... Velhos e-mails, um silêncio oportuno, um só segundo de distração e elas vêm.

Se boas, renderão sorrisos espontâneos, pensamento distante, aquela nostalgia bem vinda. Se ruins, o aperto no peito roubará a cena.
Os olhos se fecharão, vestígios de lamentos...

É como um baú. De surpresas, relíquias, mistérios e vontade do que não aconteceu... Lembro que minha avó tinha um em casa. Parecia mágico, um convite a recordação. Vez e outra, remexíamos e redescobríamos momentos e memórias com os guardados.

Assim também são os sentimentos resgatados com as lembranças. Estão lá, bem no fundo. Parecem esquecidos, bem resolvidos, mas ainda estão lá no fundo do baú que carregamos dentro de nós. Alguns despertam conforto outros pesam, machucam. Alguns legitimam a alegria enquanto outros justificam a tristeza. Talvez por isso tantos evitam e desejam livrar-se delas, por medo de sua dualidade.

Dualidade... palavra que tem sido constante nos últimos tempos... juntamente com a saudade, a vontade, a improbabilidade, a impossibilidade e lógico... as lembranças, frágeis e superficiais, mas grandes o bastante pra mudar o rumo da minha vida.

Mas não, as lembranças não existem somente pra doer no peito ou enfeitar a memória e o coração de passado bonito ou um futuro promissor. Não é possível viver só das boas e não é preciso reenxergar as más e descartá-las. É tentativa em vão... e isso eu que o diga!! Convém equilibrar o que a memória insiste em conservar. É preciso aprender com as más. Tirar de suas provas e marcas, os aprendizados e fazer das boas lembranças, inspirações diárias pro hoje, pra sempre...

... anotei para não esquecer...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011


De camisa de listras, sapatos estilo “meu avô usava”,
andar estilo “meu avô andava”, pouco quase nada
de cabelo na cabeça e uma juventude que era clara
no semblante, mas distorcida em todo o resto.
Assim, se aproxima e se distancia...
Gente que pouco vejo. Mas vejo.
E me confunde o olhar. Não sei se acho interessante...
ou o que acho. Não sei. O cinto!!!!! esqueci de dizer,
 muito bem afivelado segurando a camisa de listras
metodicamente colocada por dentro da calça.
Meu vô aprovaria. Mas tem uma juventude ali.
Tem uma coisa no olhar. Algo preso por debaixo
dessa fantasia tão natural em meu avô.
Tem uma despretensão que me inquieta.
E eu sou curiosa. Quero saber...
Um dia descubro e conto aqui pra você!!

terça-feira, 27 de setembro de 2011




Tenho uma amiga que quando percebe que eu estou triste costuma me perguntar quem roubou a minha caixa de lápis de cor. Tem vez que nem pergunta, apenas comenta: "poxa, dessa vez levaram as cores que você mais gosta!" A tristeza afrouxa um pouco, por mais que eu esteja chateada... Primeiro, porque é muito bom a gente se sentir olhado com carinho. Depois, porque essa expressão tem uma inocência capaz de fazer gente grande tocar em coisas sérias sem ficar com medo de queimar a mão.

De vez em quando, ao ouvir a pergunta, acontece de uma lágrima ou outra escapulir, efeitos que alguns sentimento são a desaguar no rosto quando o coração fica apertado. Mas, algumas vezes, quando eu choro diante dessa indagação não é pelas cores que não encontro na caixa nem por lembrar de quem supostamente as roubou. Choro por perceber que ainda dou aos outros o poder de roubá-las. Por notar que, no fim das contas, quem rouba os meus lápis de cor preferidos sou eu.... 

sexta-feira, 23 de setembro de 2011


Ela pegou o guardanapo molhado e manchado de maquiagem...
Escreveu, dobrou e entregou pra ele junto com a caneta.
Sorriu, um sorriso doído mas aliviado.
Equilibrou-se nos saltos, disse pro garçon que o rapaz ali pagaria a conta
 e saiu pela porta do restaurante, sumindo entre a multidão de guarda-chuvas.
Ele desdobrou o papel, ainda em transe com aquela sequência de acontecimentos.
 E leu: "amor não resiste a tudo, não...
Amor é jardim e as vezes enche de erva daninha..."

quarta-feira, 21 de setembro de 2011


Há certas horas, em que não precisamos de um amor,
não precisamos da paixão desmedida,
não queremos beijo na boca e nem corpos
a se encontrar na maciez de uma cama. 

Há certas horas, que só queremos a mão no ombro,
o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho,
ao lado, sem nada dizer. 

Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar,
que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente,
a brincar com a gente, a nos fazer sorrir. Alguém que ria de
nossas piadas sem graça, que ache nossas tristezas as maiores do mundo,
que nos teça elogios sem fim. E que apesar de todas essas mentiras úteis,
nos seja de uma sinceridade inquestionável. Que nos mande calar
a boca ou nos evite um gesto impensado. 

Alguém que nos possa dizer:
acho que você está errado... mas estou do seu lado. 
Ou alguém que apenas diga: 
sou seu amor, e estou aqui!... 

 
W. Shakespeare

sexta-feira, 2 de setembro de 2011




Difícil é querer quando o outro nos inquieta...
Quando os seus medos denunciam os nossos e põem em risco
o propósito que muitas vezes alimentamos de não demonstrar
 fragilidade, vulnerabilidade, invencibilidade, tristeza...
Quando a exibição das suas dores expõe, de alguma forma,
 também são as nossas,
aquelas conhecidas e as anônimas,
as antiquíssimas e as recém-nascidas.
Quando o seu pedido de socorro, verbalizado ou não,
exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego,
da nossa rigidez, do nosso faz-de-conta,
para caminhar docemente ao seu encontro.
E, ao encontrá-lo, talvez lhe dizer a verdade:
“eu sei o quanto você está doendo porque eu já doí também” ou
 “eu sei o quanto você está doendo porque estou doendo também, agora”
e/ou “porque vivo, e agora mais do que nunca, estou à mercê de doer de novo.”

sábado, 27 de agosto de 2011



Um dia, alguém vai aparecer na sua vida e tirar tudo do lugar....
Vai mexer com seu coração, algumas opiniões e com seus planos de futuro.
Vai mudar também o primeiro pensamento ao acordar e os sonhos
de todas as noites!! (certezaaaaaa)...
vai fazer você se superar a cada dia na tentativa de ser
alguém melhor, melhor pra ele.
Essa mesma pessoa vai ser o seu pesadelo e o seu paraíso,
 vai deixá-lo noites e noites acordado tentando responder
 à perguntas que não possuem respostas...
 além do medo de vê-la encontrar alguém legal e partir...
Essa pessoa vai também ser a razão para você estar aqui,
inspiração de tantos e tantos textos...
Vai fazer você ter vontade de apresentá-la a todos,
partilhar do seu mundo, mostrar suas manias, levá-la aos seus lugares prediletos,
vai fazer crescer em ti algo muito especial, algo que há muito não acontecia.
Essa mesma pessoa vai fazer você sonhar acordado no trajeto do
ônibus do trabalho até a sua casa, durante o banho, nas horas de descanso...
Vai fazer você ficar suspirando de minuto em minuto,
vai fazer você sentir paz apenas ao olhar para ela e ver que está tudo bem.
Essa pessoa vai pegar seu mundo e virar do avesso, mas você
não vai ligar (e vai até gostar!!), apenas por achar que tudo vale a pena.
Essa pessoa vai te fazer crescer, te fazer vibrar a cada sorriso,
a cada conquista e sempre vai estar ali para abraçar você caso haja quedas.
Essa pessoa será seu porto seguro, talvez (??) aquela que você sempre esperou...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011


Lágrima fácil, música triste... Fim de jogo, de novo. Tudo que ela queria agora era sentir indiferença, raiva ou qualquer outro sentimento que a torna-se imune a tristeza e corajosa o suficiente para deixá-lo partir. Será que ninguém o ensinou que os sentimentos também morrem?? Ou matam?? Principalmente àqueles que sentem, sozinhos....
A ansiedade por um telefonema, uma mensagem, um sinal qualquer há acompanha o tempo todo, junto a uma culpa que não existe. Olhando pra ela não sei dizer se foi o sentimento ou ela quem morreu... Doce menina, olhos fixos cheios de tristeza ouvindo a mesma música por horas. As lágrimas escorrem, e ela nem sente... Sua respiração já não é a mesma, tão pesada quanto à dor que traz no peito.
Ela sente saudade de algo que não existe. De alguém que já mora no seu peito, chegando às vezes a incomodar como inquilino chato. Tão acostumada a dividir com ele seus momentos a sós, seus sonhos, seus desejos de uma vida simples... A levá-lo para lugares que gosta e que só ela conhece e acredite se quiser, ela já chegou a sentir o seu beijo...
Queria lhe falar, mas não podia tirá-lo do meu peito e docemente me recostar-se em seus braços. Ficava sempre um vazio. Uma lembrança de algo conhecido que ainda não começou e já terminou...
Sem ao menos ter tido a chance de acontecer...

quarta-feira, 17 de agosto de 2011




Que tens, menino triste?
O dia tá lindo e quente...
Que sonho escuro que viste
Pra ficar tão descrente?

sexta-feira, 12 de agosto de 2011



Quem disse que estar no meio de muita gente é garantia de ter alguém?
Cada vez me convenço, talvez vc também, de que são poucas as pessoas
que na vida são capazes de nos deixar a vontade pra a gente ser o que a gente é,
são poucas as pessoas que diminuem e que cessam a nossa solidão,
 por que a solidão só vai embora quando o coração consegue ser o que ele é,
sem precisar mentir, sem precisar inventar, sem precisar usar máscaras...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011



Quando eu estou passando por momentos delicados, costumo conversar – não abertamente sobre o assunto - com muita gente. E o mais enriquecedor até o momento tem sido ver como as pessoas vivem realidades e verdades diferentes... Como encontraram soluções próprias para lidarem com suas dores e dificuldades, das quais a vida não poupa ninguém.

Há quem acredite nos sonhos, nos desejos mais utópicos do coração, nos caminhos já traçados, nas providencias divinas, nos resgates... e quem só acredite na vontade... Há os crentes e os descrentes, que chegam a me impressionar com suas razões e argumentos. Há os que se revoltam e vão além, os que se conformam e seguem naquele mar de aflições, há também os que ensinam a serenidade, e nesses me apego tentando ser uma pessoa melhor, da qual me orgulhe na vida. A calma que eles transmitem é quase uma confiança, uma nuvem que nos envolve no passar dos dias.

Não, não esqueci há os que me ensinam a felicidade... Nunca me esqueço da frase que ouvi de uma grande amiga: “permita-se o sofrimento, o choro, o seu luto que é mesmo para ser vivido e superado. Mas não deixe que nada, nem ninguém, atrapalhe sua busca pela felicidade”.

Paro um segundo para pensar: o que será que eu ensino a eles? Do que será que fala minha alma, meus atos, meu olhar? Qual será minha verdade?

É bom, nos dias de hoje onde muitos são vistos como descartáveis, descobrir do que as pessoas são feitas. Cada uma delas... O segredo que sustenta o seu sorriso, que muitas vezes foi construído com lágrimas, o seu jeito misterioso, as suas ignorâncias, as simplicidades, as receitas para o viver e não sobreviver a cada momento. Como é especial entrar nesse universo tão guardado por cada um. Me sinto privilegiada pelos corredores e portinhas que encontrei abertos.

Confesso que muitas vezes me assustei, outras muitas me surpreendi, mas pude ver como são diferentes as verdades. Como a vida para cada um é única, embora todos tenham o mesmo amor, praticamente os mesmo problemas e vontade de lhe ajudar a vivê-la. Gosto de ver as pessoas doando suas receitas, me faz perto...

De todas as coisas, essa foi a mais rica para mim, até este dia: descobrir que nesse mundo tão avesso ainda existe gente do bem, ver como a verdade não tem dono e se faz nova na alma de cada um...

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Ponto de Interrogação / Fonte: http://ricardoedani.com.br

Se eu não fosse assim
Se você não fosse assim
Se eu não soubesse de você assim...
Se tudo fosse de outro jeito
Mas a gente fosse desse mesmo jeito rs
Se não houvesse esse mundo de se
Se nosso se virasse sim
Você ia ver...
Ah, SE ia!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011


20090724-mosca_da_sopa

Hoje eu faria carinho numa mosca... Vai ver é porque sou eu quem está precisando de carinho (especialmente do meu). Tem uma bem aqui, parada no meu monitor, nem anda, nem se mexe, absolutamente concentrada em suas reflexões. Vai ver não tem a pressa que eu tenho para entender o que está sentindo... Vai ver dormiu – para mosca só é preciso se sentir segura, que nem a gente em ombro de novo amor. (Devo confessar que é uma honra ver que uma vida mosca não se sente ameaçada com a minha aceleração de hoje, a ponto de querer descansar kkkkkk). Fato é que o silêncio da mosca me comove!! Me lembra o meu... Nem quis atrapalhar. Sabe lá se não está magoada também com alguma coisa que lhe disseram ou deixaram de dizer. Decidi parar de pensar... Ela deve ter se incomodado com minhas tentativas racionais de adivinhação
 porque acaba de mexer as patinhas.

Quanto tempo ela ficará aí? Sorrio discretamente.
Encontrei companhia para minha tarde...

16:15. A mosca toma seu rumo. Viu? Depois de um tempo só,
todo mundo toma coragem e voa.

17:49. Nem sinal da mosca. Quem vai, não volta atrás....


quarta-feira, 3 de agosto de 2011



Eu não posso acabar com todos os seus problemas, dúvidas ou incertezas,
mas eu posso ouvir você e juntos podemos procurar alguma solução.
Não posso apagar as mágoas e as dores do seu passado
tampouco posso decidir qual será o seu futuro, 
mas no presente posso estar com você se precisar de mim!
Não posso impedir que você leve tombos, (infelizmente)
mas posso oferecer minha mão para você se levantar
Suas alegrias, triunfos, sucessos e felicidades não me pertencem, 
mas seus risos e sorrisos fazem parte dos meus maiores bens!
Não posso tomar decisões por você, 
nem posso julgar as decisões que você toma, 
mas eu posso te apoiar, te encorajar e te ajudar
Eu não posso traçar ou impor limites, 
mas posso apontar caminhos alternativos, 
procurar com você medidas de crescimento, 
Eu não posso salvar o seu coração de ser partido pela dor,
 pela mágoa, perda ou tristeza, 
mas posso chorar com você e ajudar a juntar os pedaços...
Enfim, eu não posso dizer quem você é ou como deveria ser,
só posso querer você e te respeitar do jeitinho que você é!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

 


Há vezes em que o carinho, o querer bem,
 o sorriso, a vontade de ficar perto, vem antes de tudo.
E um sentimento, tão leve, vem antes das palavras...
Simplesmente se adianta, pede pra ser,
mudando a ordem natural das coisas.
 É como chegar em casa para arrumar a festa
e já encontrar os convidados sorrindo!
E como é engraçado e assustador tudo isso...
Porque é um querer bem que embaraça, que deixa qualquer um desajeitado.
Sabemos e não sabemos lidar com isso... Pelo menos, eu não sei...
É uma verdade que não se acomoda, que incomoda,
viramos os olhos, sorrimos com rapidez,
escapamos como se estivéssemos fazendo alguma coisa de errado...
e não há nadaaaaaaa de errado nisso.
Não é por mal, nem por querer mal, é apenas por se querer bem,
mais do que bem!
Uma vez escrevi que não estamos acostumados
a esse sentimento despalavreado,
sem muito "porque" ou explicação,
sem necessidade alguma de nada...
...Ou com necessidade de tudo rs
Tão complicados somos nós que não conhecemos essa forma de existir...
Disfarço, desconverso, desato, pra esconder esse desassossego íntimo
 depois de uma sacudida súbita.
 Nunca vi gostar sem razão, sem conhecimento,
sem entendimento, sem esperar nada...
Mais aconteceu... e de tudo isso só posso
afirmar e reafirmar:
Mesmo com toda sua instabilidade, que me deixa louca...
ainda acredito que vale a pena!!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Sorrateiro e irresistível, fez bagunça dentro de mim, trouxe euforia pro meu coração.Eu, boba, dei boas vindas sem hesitar.Eu, nem tão boba, tranquei as portas, perdi as chaves... ...daqui não sai, daqui ninguém te tira! [YSF] *Mais em  Papel, Palavra, (Cor)Ação!

Sorrateiro e irresistível, fez bagunça dentro de mim,
trouxe euforia pro meu coração.
Eu, boba, dei boas vindas sem hesitar.
Eu, nem tão boba, tranquei as portas, perdi as chaves...

...daqui não sai, daqui ninguém te tira!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

 
Eu quero ser ritmo pra canção, calor que aquece as mãos, 
 afago em abraço quentinho, 
 mensagem apaixonada de toda madrugada, 
quero ser ligação inesperada e até flor roubada,  
pulsar disparado no lado esquerdo do peito,  
quero ser razão  de um olhar bobo e intenso. 
Sorriso ao acordar, pensamento quando a noite chegar, 
 ser inspiração de poesia inventada, 
ser porto seguro, quero ser o contar das horas, 
em espera de encontro marcado, ser começo, 
meio e final feliz em conto de vida real.
História para os netos, amor pra vida toda...
 

 

quarta-feira, 27 de julho de 2011



Não estou pedindo que você me ame... Apenas que me beije... 
Me abrace forte e me deixe amar você. 
O meu corpo tem urgência dos teus carinhos, do teu toque... 
E não das suas promessas e juras de amor eterno... 
Deixe seus olhos brilharem de desejo... 
E simplesmente seja meu...

terça-feira, 26 de julho de 2011

 
O tempo corre, a vida segue e repentinamente me bate uma saudade esquisita, acordo mais uma vez pensando em você.  Sem titubear, pego o celular e chego até seu nome, mais acabo desistindo de qualquer reaproximação... Então pra minha surpresa minutos depois, recebo uma mensagem sua... não, não era  exatamente a que gostaria de receber... Mais sim, era você!!! A consciência durona vem dizer que tudo não passa de mera coincidência. Mais o coração não... Este bate forte e legitima o que a gente já sabe. É só mais um episódio da tal da “sintonia” (vou chamar assim) de novo mandando o recado que a gente não consegue ou evita entender.

Engraçado como essa “sintonia” acontece, não me lembro de ter acontecido com mais ninguém, só com você... Talvez fosse explicada com aquela coisa de vidas passadas, futuras e sei lá mais qual tempo, mas eu não acredito nisso. Nem você (eu acho rs) então deixamos assim ficar....

Não sei economizar emoções, mas to tentando evitar pensar em fatos que envolvam pronomes na primeira pessoa do plural, dois trabalhos... Agora fica essa música do foo fighters tocando sem parar. Na tv, no rádio, no meu pc, na minha cabeça... Ficam meus amigos me perguntando porque cargas d'água não virou... Fico eu calada com cara de mistério, de incógnita, dizendo que não sei, mas bem ciente de que era pra ser assim, pra ficar no peito o gosto bom que a vida tem.

Me arrependo de ter evitado fazer certas perguntas, com medo do poder de suas respostas sob esse coração bobo... Mais lembro em detalhes da primeira vez que te vi, da conversa esquisita e da sensação boa que tive... aliás lembro de tudo, cada palavra, cada gesto, cada troca de olhar...Eu lembro com a nostalgia de quem pararia o mundo pra viver novamente...  Esse final de semana me perguntaram se não arrependi de tanta entrega e resposta foi não. Não me arrependi de nada, nem mesmo do que não foi bom...

Fico cogitando e negando a possibilidade de uma reaproximação, um reencontro. Mais os tempos são outros e melhor mesmo é deixar tudo como está. Acabo rindo da minha própria inconseqüência, cortejando uma reposta ou uma solução que não chega.

A razão culpa as lembranças pelos devaneios que atravessam o tempo.  É fácil esquecer alguém comum, dessas pessoas que não deixam marcas nem motivos pra sorrir. Difícil é ver a vida passar e ter de admitir que só o que vale, fica. Talvez tenha faltado maturidade, talvez tenha tempo, talvez eu tenha ido com muita sede,  mais o fato é que sobrou intensidade, transbordou paixão e sobraram páginas de meio e fim a serem escritas e creditadas. O fato é que alguns querem saber como superar a distância, a perda, o fim. Outros reclamam a dialética da saudade e da dor. Há ainda os que querem saber quem inventou a paixão. Eu não... No fundo, eu só queria saber o que fazer com tudo que fica...
 



Me liberta, me expulsa de mim. 
ostra uma arte verdadeira, sem ensaios e apresentações semestrais. 
Quero perder a garantia por uso excessivo, 
gastar os saltos dos meus sapatos. 
Eu não quero nada impossível, quero realidade. 
Quero alma e vida de verdade.

domingo, 24 de julho de 2011


Não... hoje eu não escolheria você!

 Não foi à toa que Adélia Prado disse que "erótica é a alma". Enganam-se aqueles que pensam que erótico é o corpo. O corpo só é erótico pelos mundos que andam nele. A erótica não caminha segundo as direções da carne. Ela vive nos interstícios das palavras. Não existe amor que resista a um corpo vazio de fantasias. Um corpo vazio de fantasias é um instrumento mudo, do qual não sai melodia alguma. Por isso, Nietzsche disse que só existe uma pergunta a ser feita quando se pretende casar: "continuarei a ter prazer em conversar com esta pessoa daqui a 30 anos?

sábado, 23 de julho de 2011

Meio amor, meio amigo, meio sentimento (...)



Me desculpe, mais não gosto de meio termos...
Coisas verdadeiras pra mim, são completas!!

domingo, 17 de julho de 2011

E de repente, a menininha cresceu,Ela já leva o namorado em casa,Ela já usa salto alto e batom vermelho.Já sabe como provocar um homem,Já sabe como machucar alguém,E já sabe que não deve chorar por nada.Já foi sensivel hoje é fria.E de repente,ela já tem mais cabeça do que qualquer mulher.Ela já sabe a medida exata para seduzir alguém e esculachar alguém também.Já sabe o que quer da vida e já usa tinta nos cabelos.Já planeja ter seu carro e seu apartamento.Já tem argumentos para tudo o que quer,E já sabe manipular o homem ou mulher que quiser.Já brigou com amigas e já traiu um namorado,Ela já falou com todos os estranhos que a mãe sempre disse para ficar longe.Ela já sabe estudar.Já sonha com uma profissão e já pode cuidar do irmão. De repente ela já faz comida. Já lava a louça e cuida do namorado. E de repente ela tem.Quantos anos?E de repente isso não importa,e de repente ela não é mais uma menininha!  http://meme.yahoo.com/natiibutterfly/originals/ 

E de repente, a menininha cresceu... Ela já leva o namorado em casa, ela já usa salto alto e batom vermelho. Já sabe como provocar um homem, já sabe como machucar alguém e já sabe que não deve chorar por nada e por ninguém...Já foi sensível hoje é realista. E de repente, ela já tem mais cabeça do que qualquer mulher. Ela já sabe a medida exata para seduzir alguém e dispensar alguém também. Já sabe o que quer da vida e já usa tinta nos cabelos. Já planeja ter apartamento. Já tem argumentos para tudo o que quer. Já brigou com amigas e já teve vários namorados. Ela já falou com todos os estranhos que a mãe sempre disse para ficar longe. Já tem sua profissão que tanta ama. De repente ela já faz comida. Já lava a própria roupa e cuida do namorado. E de repente ela tem... quantos anos? Isso não mais importa...  ela não é mais uma menininha!