quarta-feira, 26 de setembro de 2012



Uma hora ou outra o destino se ajeita...
As coisas se acertam, o passado é esquecido, as dores cicatrizam.
Quem tem que ficar fica, o que é verdadeiro permanece,
e o que não é some.
Não tenha pressa, não guarde mágoas, não queira pouco.
Sempre queira o melhor. Espere na sua. Aprenda a ser paciente.
Aprenda a ouvir uma boa música quando a tristeza bater.
Aprenda a ignorar o que te faz mal. Aprenda, sobretudo a ter FÉ.
Fé de que, por mais difícil que seja,
o universo sempre irá conspirar a seu favor!!!!!


segunda-feira, 17 de setembro de 2012





 
Eu quis sonhar com um amor perfeito. Como aqueles que brilham nos filmes, que nos fazem suspirar com os livros, que nos encantam nas canções...
Aqueles que cintilam azul e tem cheiro de jasmim, brisa de pétalas e reflexo de sol.
Nos quais todo dia é sábado e todo sábado é verão.
Daqueles que nos fazem voar...
Quis traçar destinos sonhados, roteiros amarradinhos, cenas sem correções. Dessas nas quais  destilar palavras ao pé do ouvido e poses à meia luz proporcionariam a
 permanência de sorrisos frouxos e prazeres particulares.
Pensava esse tal amor como as fotografias bonitas. Nas quais não há espaço para cenários ruins, sombras ou a necessidade de efeitos especiais. Só o amor naturalmente brilhando calmaria e destilando felicidade. Amor de permanentes mãos dadas e corações grudados, de voz suave e confissões.
Um amor forte e perecível a falas tortas, cortes e curativos.
Resistente a tudo, imune a todos e às nossas próprias confusões.
Eu quis... Eu quis um amor assim!!!! Quis acreditar que amor perfeito, amor certinho,
amor arrumadinho é aquele que só diz sim, que só há duas pessoas...
Mas não. Amor de verdade não é assim... Eu estava errada e talvez você também esteja.
Amor também diz não. Amor também tem discordâncias, desfoques,
 textos revisados e cenas refeitas. Amor também fica amarrotado,
mal humorado, descabelado e sai mal na foto.
Não é isento a tudo como idealizamos, não vamos criar ilusões.
Amor também sangra, também se perde, também dói, faz chorar...
Precisa ser regado, vigiado, refeito, costurado,
 remendado se for preciso, se nos fizer feliz.
O amor tem dias cinza, tempo ruim, trovoada e temporal. Tem sorriso e chororô. Tem banho de chuva e maremoto. Tem bem-me-quer e tô-de-mal.
Tem bagunça, mal entendidos e incertezas.
 Tem manias e tem pirraças...
Mas o amor, o amor mais bonito, é também tão maior que o imperfeito se refaz. Os defeitos não sobressaem e o mau jeito se ajeita e transforma em
paz o que tinha cara de ser vendaval.
O amor constrói e é construção. Tão lindo que não precisa que se entenda. Tão legítimo que não carece aceitação. Tão bem vindo que levanta morada.

Esse amor, o mais bonito, nem precisa ser infinito, sua únicas premissas são: que seja recíproco e que nos faça sorrir. Isso sim, que seja pra sempre!!!!

terça-feira, 11 de setembro de 2012




Fecho os olhos e sem esperar que uma estrela cadente surja, faço
meu desejo. Faço mil desejos...   

Desejo que todos os dias sejam dias de verão e que em todas as noites
haja um céu estrelado pra nos inspirar.   
Desejo motivos pra sorrir, histórias pra contar, palavras sinceras, sentimentos imperecíveis, dores passageiras, pessoas permanentes e abraços inevitáveis.  
Desejo madrugadas embaladas pelos beijos dele e dias seguintes com petit gateau no café da manhã. Desejo taças erguidas em brindes sinceros e gargalhadas soltas pelo ar. Mãos dadas, saudades findadas e harmonia no coração.
Desejo que o bem prevaleça!!!
Desejo que, havendo dificuldades, haja força para superá-las. E que, expostos ou não, a dimensão e a luz dos nossos planos sejam sempre mais
 firmes que qualquer mal querer alheio.
Em meus desejos, há flores nas janelas, cartas nos portões, fotografia nas paredes e pão nas mesas. Há música nos ares e poesia na alma. Há por-do-sol e pés na areia. Há o som dos chuviscos nos telhados e sabores de alegrias genuínas.
 E há tranquilidade, tranquilidade para se planejar...para viver!!!
Em meus desejos as verdades não aprisionam, não há mentiras, a igualdade é uma premissa e a liberdade é o prefácio da verdadeira felicidade. 
Desejo o silêncio de que é passível a reflexão. Gritos enquanto as injustiças tentarem falar mais alto e uma paleta de cores enquanto nuvens cinzas
insistirem em se instalar acerca de nós.  
E a vida...Ah! Eu desejo que brilhe. Que nos dê força pra seguir e tempo pra sonhar. Linda, leve, justa e tanto. Que a vida seja de encanto apesar
 do socorro que não se ouve de lá.  
Desejo, sobretudo, que na nossa trajetória haja fé. E que a coragem ande junto com as nossas esperanças a cada vez que for preciso um
recomeço ou quando um novo caminho se pronunciar.  
Abro os olhos e me vejo invadida por um sentimento inefável. Sinto cada sonho, cada querer, cada certeza e cada inspiração correr e brincar dentro de mim.   

Sem me iludir de que tudo esteja em seu lugar, respiro fundo e sorrio sozinha. Lembro da canção e torço pra realizar. Às vezes, isso basta...

quarta-feira, 5 de setembro de 2012


Depois dos 30, continuamos errando. Continuamos não sabendo. Continuamos esperandoMas, pelo menos, temos uma breve idéia de onde queremos chegarNão é fácil, eu admito. 
Existe uma pressão no mundo para que você se torne uma coisa: GENTE...GRANDE. 
Aí,começa a batalha... Você TEM que ter um diploma, uma carreira, um namorado, 
um casamento, um filho, um cachorro. 
(Mesmo que não seja a lista dos sonhos de sua vida). Você tem que cortar o cabelo, tirar o piercing, encompridar a saia, 
comprar um biquíni maior, um short "descente"...
(Apesar de achar seu novo "eu" um tanto demodê)
... Mas criança grande que sou, ainda acho os 30 são a melhor coisa do mundo
Que se danem as contas, as rugas e demais amolações. As paranóias dos 20 (finalmente!) acabaram. 
Agora você é um ser sublime e sem espinhas
E - digam o que quiserem! - você nunca mais vai morrer de amor. INVENÇÃO MINHA? Não, acho que não... 
Depois dos 30, a gente sofre com mais dignidade. A gente sabe que toda dor passa. E entende que - tirando a lei da gravidade - tudo tem conserto!!!!! rsrs

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Porque toda chapeuzinho vermelho que se preze, um dia põe o lobo na coleira...
P.S: Já dizia o ditado: Cachorro que late, não morde!!!!!

terça-feira, 26 de junho de 2012

 
 
 
Poderíamos, com mais frequência, tentar deixar a vida em paz para desembrulhar suas flores no tempo dela, no tempo delas, e, em alguns momentos, nem desembrulhar. Apesar da nossa cuidadosa aposta nas sementes, algumas simplesmente não vingam e isso não significa que a vida, por algum motivo, está se vingando de nós. Há muito mais jardim para ser desembrulhado. 

Poderíamos, mais vezes, tentar respeitar os dias e as noites das coisas, os sóis e as luas de cada uma, os amanheceres, os entardeceres, as madrugadas, a sabedoria reparadora e tecelã dos intervalos, as estações todas com seus jeitos todos de dizer. Percebermos, mais vezes, a partir da nossa própria experiência humana, que tudo o que vive, queira ou não, está submetido à inteligência natural e engenhosa das fases. Dos ciclos. Da permanente impermanência. Da mudança. 

Poderíamos, amiúde, tentar desviar nossa atenção do relógio perigoso da expectativa, geralmente adiantado demais. Aquele tal cuja velocidade transtornada dos ponteiros costuma apontar para o tamanho e a urgência das nossas carências. Para a necessidade de preenchimento imediato e contínuo do que chamamos de vazio, às vezes porque é, às vezes por falta de palavra melhor. Aquele tal relógio que geralmente só antecipa frustração e atrasa sossego. Aquele tal que costuma só fomentar dificuldades e alimentar fomes. 

Mas, não... A crisálida ainda está se acostumando com a ideia de ser borboleta e já queremos que voe. A flor ainda é botão e, em vez de apreciá-la como botão, ficamos apressados para vê-la desabrochada. O fruto ainda precisa amadurecer, mas o arrancamos, verde, do pé, por mera ansiedade. Ainda é a vez do tempo estar vestido de noite, mas queremos que se troque rapidinho para vestir-se de manhã. 

Nossa impaciência, nossa pressa àvida pelo resultado das coisas do jeito que queremos, no tempo que queremos, geralmente altera o sábio fluxo do tempo da vida e o desdobramento costuma não ser lá muito agradável. Não é raro, nós o atribuímos à má sorte, ao carma, ao mau-olhado. Não é raro, culpamos os outros, os astros, os antepassados. Não é raro, é claro, nós ainda nos achamos cobertos de razão. 

É fácil lidar com isso? Não é não... Nem um pouco, aliás. Esse é um dos capítulos mais difíceis do livro-texto e do caderno de exercícios: o aprendizado do
respeito ao sábio tempo das coisas!... 

sexta-feira, 23 de março de 2012

Jardins de Cactos (Detalhe)
Eu procurava o amor em jardins de cactus. Vinha buscando o fruto em árvores erradas, e nas mordidas sentia o gosto azedo, que amarga no fim da boca.
Colhi amores podres, comidos pelo tempo e dor.
Foi preciso paciência – e um outro tempo – amadurecendo um fruto para colhê-lo doce, suave, terno e delicado. Simples como naturalmente é. Eu imaginava haver segredos por trás dos espinhos. Mas é puro acaso que amores e espinhos se encontrem em botões abertos ou fechados. A rima entre amor e dor é armadilha.
O verdadeiro fruto está ao alcance das mãos – mas é tão rasteiro, que quase não se vê. É preciso passear sem fome para enxergá-lo redondo, vermelho.
Para então mordê-lo distraído como numa tarde de chuva...

quinta-feira, 22 de março de 2012



Nem toda história tem o final que você quer...
- Mas isso não quer dizer que ele não será feliz!!!!!


sexta-feira, 16 de março de 2012



O rouge virou blush. O pó-de-arroz virou pó-compacto. O brilho virou gloss. O rímel virou máscara. A Lycra virou stretch. Anabela virou plataforma. O corpete virou porta-seios, que virou sutiã... que virou silicone. A peruca virou aplique… interlace… megahair… alongamento. A escova virou chapinha. "Problemas de moça" viraram TPM. Confete virou MMs. A crise de nervos virou estresse. A purpurina virou gliter. A tanga virou fio dental. E o fio dental virou anti-séptico bucal. Ninguém mais vê: O à-la-carte porque virou self-service. A tristeza agora é depressão. O espaguete virou miojo. A paquera virou pegação. A gafieira virou dança de salão. O que era praça virou shopping. A areia virou ringue. O LP virou CD. A fita de vídeo é DVD. O CD já é MP3, 4... É um filho onde eram seis. O álbum de fotos agora é mostrado por e-mail. O namoro agora é virtual. A cantada virou torpedo. E do "não" não se tem medo. O break virou street. O samba, pagode. O carnaval de rua virou Sapucaí. O folclore brasileiro, halloween. O piano agora é teclado, também. O forró de sanfona ficou eletrônico. Fortificante não é mais Biotônico. Polícia e ladrão virou Counter Strike. Fauna e flora a desaparecer. Lobato virou Paulo Coelho. Caetano virou um pentelho. Elis ressuscitou em Maria Rita. Raul e Renato. Cássia e Cazuza. Lennon e Elvis. A bala antes encontrada agora é perdida. O professor é agora o facilitador. As lições já não importam mais. A guerra superou a paz. E a sociedade ficou incapaz. De tudo. Inclusive de notar essas diferenças...

quarta-feira, 14 de março de 2012

Foi uma vez...

 
E viveram felizes para sempre.
Mas não um com o outro...
Porque a vida tem dessas coisas.  rs

=)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012


Durante toda a minha vida, nunca tive insônia. Acredite, me lembro vagamente de uma ou duas noites que passei em claro decorrente de gripes e narizes entupidos, tirando as madrugadas de agitos, claro. Até algumas semanas atrás, eu era capaz de dormir doze horas sem sequer acordar, apesar de dormir apenas cinco ou seis por dia. Venho me surpreendendo com minha própria mente, que ama a noite e a escuridão. São três da madrugada e não há nada que me faça adormecer novamente, contradizendo todos os anos de puro sono até o alarde de um despertador.
         Insônia, minha mais nova amiga, companheira de todas as noites, juntamente com o acende-apaga de luzes. Penso na vida, desenho cavalos e paisagens, escrevo. 
Às vezes, ligo a televisão, tentando não me acostumar a isso.
Mas é como se ela sempre existisse.
     Seja bem-vinda, querida insônia maligna, mais uma vez, mais uma noite.

O que mais venho observando ultimamente, é o objetivo pelo qual as pessoas se aproximam uma das outras... Durante muito tempo da minha vida eu duvidei da frase “me diga com quem tu andas, e direi quem tu és”, mas eu venho cada vez mais acreditando nela. As pessoas procuram alguém que as entenda, e quem mais lhe entenderá do que alguém que pensa como você? Não que as pessoas de opiniões divergentes quase sempre, não possam gostar uma da outra, ou que os opostos não se atraiam, não. Para toda regra, há uma exceção. Se você é uma exceção, com certeza procurará outras exceções mundo afora. E com certeza direi: me diga com quem tu andas, e direi quem tu és. Franca, como quase sempre...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

 ABCD iário de um amor!!!!!
Adormeci,
Beijando-te em pensamento.
Cada suspiro meu,
Desaguava na tua boca,
Entoando todos os desejos de beijos
Frenéticos e intensidade louca,
Gravada em meu corpo. É a
História de um AMOR real mas
Irracional. Que despertou emoções, num
Jogo sensasional entre dois corações.
Lavou a minha alma, acudiu ao meu
Medo! Resgatou a minha vida do
Nada em que se afundava e voou para
Onde jamais alguém chegará!
Perdida no tempo, quero
Querer-te!
Respondendo ao clamor da tua ausência,
Satisfaço-me com lembranças,
Tuas!
Um dia irei perder-me deste AMOR.
Voarei eu pela vida. Lutarei. Serás o meu
Xis, e sem me esquecer de ti,
Zelarei para que não te esqueças de mim!!!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012


Ele não gosta de fazer muitos alardes
eu faço de tudo uma poesia
Já tinha algum tempo
que estávamos enxutos,
conversando com os ruídos espumeiros
Era uma sensação tão leve
que nesse intervalo podia até sentir saudades
mesmo ele estando ali
lendo um livro ao meu lado.
Ele falava de alguma coisa
mas os meus ouvidos ainda estavam zunindo,
minhas palavras afogavam-se por vontade própria.
Estava tudo ali
feito espuma... os braços,
os ditos, os ritmos
o som que cantei para mim,
só para embalar os pensamentos.
Foi o segundo mais longo
que já vi nascer
de toda minha memória.
Um segundo que nunca tinha
pressa de acabar
Mergulhei ali.
Por um tempo incalculável....