quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012


Durante toda a minha vida, nunca tive insônia. Acredite, me lembro vagamente de uma ou duas noites que passei em claro decorrente de gripes e narizes entupidos, tirando as madrugadas de agitos, claro. Até algumas semanas atrás, eu era capaz de dormir doze horas sem sequer acordar, apesar de dormir apenas cinco ou seis por dia. Venho me surpreendendo com minha própria mente, que ama a noite e a escuridão. São três da madrugada e não há nada que me faça adormecer novamente, contradizendo todos os anos de puro sono até o alarde de um despertador.
         Insônia, minha mais nova amiga, companheira de todas as noites, juntamente com o acende-apaga de luzes. Penso na vida, desenho cavalos e paisagens, escrevo. 
Às vezes, ligo a televisão, tentando não me acostumar a isso.
Mas é como se ela sempre existisse.
     Seja bem-vinda, querida insônia maligna, mais uma vez, mais uma noite.

O que mais venho observando ultimamente, é o objetivo pelo qual as pessoas se aproximam uma das outras... Durante muito tempo da minha vida eu duvidei da frase “me diga com quem tu andas, e direi quem tu és”, mas eu venho cada vez mais acreditando nela. As pessoas procuram alguém que as entenda, e quem mais lhe entenderá do que alguém que pensa como você? Não que as pessoas de opiniões divergentes quase sempre, não possam gostar uma da outra, ou que os opostos não se atraiam, não. Para toda regra, há uma exceção. Se você é uma exceção, com certeza procurará outras exceções mundo afora. E com certeza direi: me diga com quem tu andas, e direi quem tu és. Franca, como quase sempre...